Cientistas russos criaram método de diagnóstico ultraprecoce do câncer

04/09/2014 11:57

Cientistas de Novossibirsk criaram um método de diagnóstico ultraprecoce do câncer. Com uma tecnologia anunciada pela companhia EpiDzin, em qualquer policlínica poderá ser feita uma análise e “captar” antecipadamente uma doença maligna no início do seu desenvolvimento.

Elena Kovachich | Voz da Rússia

O método é baseado na análise do DNA. O tumor canceroso não se desenvolve se determinados genes forem ativos. O seu “desligamento” é sinal de uma falha no organismo e permite diagnosticar uma doença cancerosa. Não é necessário analisar completamente o gene, basta duas ou três moléculas de DNA. Os cientistas de Novossibirsk descobriram um fermento com a ajuda do qual se pode determinar o gene desligado e definir o tipo concreto de câncer de que sofre o paciente. O resultado da análise pode ser obtido literalmente dentro de algumas horas e qualquer clínica poderá fazê-la, podendo utilizar a aparelhagem padrão para análises, declarou à Voz da Rússia Evgueni Dubinin, diretor da companhia EpiDzin:

“O paciente tem apenas de fazer uma simples análise de sangue receitada pelo terapeuta. Depois, empregando a nossa metodologia, nós retiramos o DNA do sangue, trata-mo-lo com o nosso fermento e realizamos a reação padrão que existe em todos os laboratórios. Não é necessário qualquer tipo de novo equipamento e a inovação está no conjunto de reagentes que foi fabricado pela nossa empresa”.

Neste método, o principal é o diagnóstico ultraprecoce, porque a mudança nos genes, o seu “desligamento”, ocorre na fase inicial, quando a doença ainda não se revelou de forma alguma. Claro que trata-la neste caso é muito mais simples do que num início mais tardio do tratamento.

Este método é completamente diferente do método conhecido das marcas oncológicas, que hoje já não inspira confiança nos médicos. As marcas oncológicas são determinados tipos de proteínas que são encontradas no sangue do homem. Porém, essas moléculas de proteínas podem existir tanto em pessoas doentes, como nas saudáveis. Simplesmente, a sua concentração é um caso bastante individual. Isso é insuficiente para fazer um diagnósticos, são necessárias investigações mais precisas. O teste dos cientistas de Novossibirsk é capaz de fazer precisamente o diagnóstico e não necessita de confirmação.

Testes semelhantes quanto ao tipo existem e funcionam com êxito no estrangeiro. Mas, como sublinhou o chefe da companhia EpiDzin, a semelhança reside apenas no sentido da análise genética. Os cientistas de Novossibirsk fazem a analise de outra forma: não com método químico, como os americanos, mas com o emprego de fermento, o que dá vantagens substanciais, assinala Evgueni Dubinin:

“Nós utilizamos o método do fermento. Ele baseia-se num fermento único descoberto pela nossa empresa. Este método é muito fiável e não exige nova aparelhagem. O principal é que, em comparação com o americano, é duas ou três vezes mais barato”.

A companhia EpiDzin já recebeu a patente de invenção do diagnóstico ultraprecoce do câncer e encontra-se disponível livremente na Internet. Porém, o trabalho científico continua. “Será necessário mais algum tempo para terminar a elaboração do teste, mas, em 2017, deverá estar já a ser comercializada”, garante os criadores.

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