Ernâni do Amaral Peixoto

25/07/2014 18:22

Ernâni do Amaral Peixoto (Rio de Janeiro, 14 de julho de 1905 — Rio de Janeiro, 14 de março de 1989), ou simplesmente Amaral Peixoto, foi um militar e político brasileiro.

Foto: Amaral Peixoto e Alzira Vargas

amaral peixoto e alzira vargasFilho de Augusto do Amaral Peixoto e Alice Monteiro. Ernâni cursou o secundário no Colégio Anchieta, da cidade de Nova Friburgo. Ingressou na Escola Naval no ano de 1923. Em 1927 formou-se engenheiro geógrafo pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro.

Por influência do irmão, o também militar Augusto do Amaral Peixoto, teve contato com o movimento tenentista antes da Revolução de 1930, que apoiaria e que alçaria Getúlio Vargas ao poder.

Após a eclosão da Revolução Constitucionalista de 1932, voltou de imediato da Europa para o Brasil, onde lutou ao lado das forças governamentais, como voluntário. No ano seguinte, foi nomeado ajudante de ordens do presidente da República.

Casou-se com Alzira Vargas, filha de Getúlio Vargas. Deste casamento nasceu sua única filha, Celina Vargas do Amaral Peixoto, que foi casada com o politico Wellington Moreira Franco.

Nomeado no ano de 1937, após a instauração do Estado Novo, para o cargo de interventor federal no estado do Rio de Janeiro, procurou junto a Getúlio Vargas, do qual se tornou genro em 1939, melhorias nas condições econômicas fluminenses, do que resultou a implantação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), na cidade de Volta Redonda, e da Fábrica Nacional de Motores (FNM), em Duque de Caxias.

No ano de 1939, licenciado do cargo de interventor e substituído por Alfredo da Silva Neves, presidente do Conselho de Administração do Estado do Rio, Ernâni começou a trabalhar informalmente nos Estados Unidos da América, pela aproximação do Brasil com os aliados na Segunda Guerra Mundial, o que acabou gerando resistência de certos setores das Forças Armadas simpatizantes com as forças do Eixo. De volta ao país em 1942, apoiou a realização de passeatas estudantis a favor da entrada do Brasil na guerra, proibidas de serem realizadas na cidade do Rio, então Distrito Federal, e organizou entre cidadãos fluminenses uma subscrição para arrecadar fundos para a aquisição de um navio para a Marinha de Guerra.

Durante os anos de 1943 e 1944, dirigiu o serviço de abastecimento da Coordenação de Mobilização Econômica, órgão que tinha como objetivo orientar a economia nacional durante o desenrolar do conflito mundial; foi, posteriormente, eleito presidente de honra do Comitê Interaliado.

Após a redemocratização do país em 1946, ajudou na fundação do Partido Social Democrático (PSD), pelo qual foi eleito deputado constituinte e também presidente da seção fluminense de 1951 até o ano de 1965, quando este foi extinto. Nesse período, voltou ao comando do Estado do Rio de Janeiro, agora como governador eleito, ficando no cargo entre 1951 e 1954, tendo continuado seus esforços pela recuperação econômica fluminense e a expansão da malha rodoviária estadual e enfrentando, diretamente, a crise política que resultou na morte de Getúlio Vargas em 24 de agosto de 1954.

Foi ainda embaixador do Brasil nos Estados Unidos da América entre 1956 e 1959. Logo após seu regresso ao país, foi nomeado Ministro da Viação e Obras Públicas de Juscelino Kubitschek, ficando no cargo até o início de 1961, período da construção de Brasília.

Após a instauração do regime militar, ingressou no Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao novo regime, e é eleito novamente deputado federal em 1966 e posteriormente senador, entre 1970 e 1978, quando foi reeleito para novo mandato no Senado Federal, indiretamente, pela bancada da Assembleia Legislativa fluminense.

Após a abertura política, ingressou no Partido Democrático Social (PDS), herdeiro da antiga Aliança Renovadora Nacional (ARENA).

A RJ-106 recebeu nome de Rodovia Amaral Peixoto desde a década de 1950, sendo a segunda maior do Estado do Rio de Janeiro em extensão, e foi construída durante o seu governo, e ligava Niterói à cidade de Campos dos Goytacazes. Atualmente, o trecho entre Macaé e Campos foi incorporado pela BR-101.

TRABALHOS PUBLICADOS
  • A Reforma Administrativa. Exposição de Motivos. (1963). Discurso (1945).
  • Dezoito Meses no Ministério da Viação e Obras Públicas (1960).
  • Senadores, Dados Biográficos. Quadragésima Sétima Legislatura, 1983-1987. Subsecretaria de Arquivo. Senado Federal, Brasília.
CONDECORAÇÕES
  • Brasil Grande Oficial da Ordem do Mérito Naval
  • Brasil Grande Oficial da Ordem do Mérito Militar
  • Brasil Grande Oficial da Ordem do Mérito Aeronáutico
  • Brasil Grande Oficial da Ordem do Rio Branco
  • Brasil Grande Oficial da Ordem do Congresso Nacional (1973/74)
  • Malta Grã-Cruz da Ordem Soberana de Malta
  • Peru Grã-Cruz da Ordem do Mérito do Peru
  • Chile Grã-Cruz da Ordem do Mérito do Chile
  • Líbano Grã-Cruz da Ordem do Mérito do Líbano
  • Nicarágua Grã-Cruz da Ordem do Mérito da Nicarágua
  • Itália Cavaleiro da Coroa da Itália
  • Bolívia Oficial da Ordem do Mérito da Bolívia
  • Polónia Medalha de Prata da Polônia Restituta
  • Brasil Medalha Tamandaré
  • Brasil Medalha Rio Branco
  • Brasil Medalha Pacificador
  • Brasil Medalha Koeler
  • Brasil Medalha José Bonifácio