Estado Islâmico destrói ruínas de 2.300 anos no Iraque

06/04/2015 09:58

Ruínas da cidade de Hatra, que resistiu à invasão do Império Romano, estavam bem preservadas, mas foram destruídas pelos extremistas

Época

Eles usam marretas, picaretas e até tiros de metralhadora contra relíquias de mais de 2 mil anos de idade. O vídeo, divulgado pelo Estado Islâmico no sábado (4) e confirmado pela agência de notícias AP, mostra militantes destruindo mais um patrimônio arqueológico da humanidade: as ruínas da cidade de Hatra, no norte do Iraque.

Vídeo divulgado pelo Estado Islâmico mostra militantes destruindo relíquias de 2000 anos no Iraque (Foto: AP)

Hatra era uma pequena cidade assíria fortificada fundada há mais de 2.300 anos. No começo da era atual, se tornou a capital do primeiro Reino Árabe e resistiu à invasão do poderoso Império Romano nos anos de 116 e 198 d.C. graças aos seus grandes muros. Mas não resisitiram aos ataques sistemáticos de extremistas que acreditam que ruínas e estátuas antigas levam à idolatria e, por isso, promovem a destruíção de um patrimonio histórico.

Segundo o jornal britânico The Guardian, os extremistas do Estado Islâmico justificam a destruição citando os profetas Abraão e Maomé, que nos textos sagrados destruíram ídolos. "Alguns infiéis disseram que a destruição dos artefatos é umu crime de guerra", diz um dos militantes, no vídeo. "Pois nós vamos destruir todos os seus ídolos e o Estado Islâmico governará suas terras".

A Unesco classificou a destruição de Hatra como "limpeza cultural" e definiu os ataques ao patrimônio arqueológico como crime de guerra. Além de Hatra, o Estado Islâmico explodiu o templo de Jonas, destruiu artefatos assírios em um museu iraquiano e vandalizou ruínas de 3 mil anos de Nimrud. A guerra na Síria e no Iraque já colocou outros monumentos da humanidade em perigo, como o minarete de 900 anos em Alepo e um castelo da época das cruzadas.

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