EUA devolvem ao Iraque tesouros roubados durante ocupação

17/03/2015 18:46

Cerca de 60 objetos serão expostos em museu reaberto depois de 12 anos.
Restituição foi acelerada após destruição de obras pelo Estado Islâmico.

France Presse

Os Estados Unidos devolveram ao Iraque, nesta segunda-feira (16), cerca de 60 objetos antigos, em sua maioria roubados durante a ocupação americana do país entre 2003 e 2011.

Peças de artesanato em argila e facas são exibidas durante cerimônia de repatriação de itens culturais ao Iraque, em Washington, na segunda-feira (16) (Foto: Mark Wilson/Getty Images/AFP)Peças de artesanato em argila e facas são exibidas durante cerimônia de repatriação de itens culturais ao Iraque, em Washington, na segunda-feira (16) (Foto: Mark Wilson/Getty Images/AFP)

Os objetos serão expostos no Museu Nacional de Bagdá, reaberto no final de fevereiro, após permanecer fechado por 12 anos.

Louças de vidro, pontas de lança de bronze e machados apreendidos nos Estados Unidos foram expostos no consulado do Iraque em Washington antes de serem enviados para Bagdá. Entre as peças, está a extraordinária cabeça de um lamassu assírio, um touro com asas e cabeça de homem, que data de cerca do ano 700 a.C. O objeto está avaliado em pelo menos US$ 2 milhões.

A cabeça foi roubada de um palácio do rei Sargon II em Nínive, no norte do Iraque, onde os jihadistas do Estado Islâmico (EI) destruíram várias peças recentemente. Segundo a ONU, o Estado Islâmico está fazendo uma "limpeza cultural", destruindo restos da antiga Mesopotâmia, ou vendendo peças no mercado negro.

Escultura da cabeça do rei assírio Sargon II é exibida durante cerimônia de repatriação de itens culturais ao Iraque, em Washington, na segunda-feira (16) (Foto: Mark Wilson/Getty Images/AFP)Escultura da cabeça do rei assírio Sargon II é exibida durante cerimônia de repatriação de itens culturais ao Iraque, em Washington, na segunda-feira (16) (Foto: Mark Wilson/Getty Images/AFP)

A urgência da situação acelerou o processo de restituição, explicou o embaixador iraquiano, Lukman Faily, celebrando que "o mundo inteiro está unido para proteger essa cultura".

O Museu Nacional iraquiano reabriu suas portas, após 12 anos de intensos esforços, graças à recuperação de mais de um terço das 15 mil peças roubadas.

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