Homenagem a Malafaia na Câmara de Vereadores de Niterói termina em confusão e beijo gay

21/09/2014 11:03

Parlamentares concederam título de cidadão niteroiense ao pastor

Gustavo Schmitt | O Globo

NITERÓI — Um grupo de manifestantes tentou impedir, na manhã desta sexta-feira, a realização de uma homenagem ao pastor Silas Malafaia na Câmara Municipal de Niterói. Com cartazes e palavras de ordem, eles invadiram o plenário e subiram na mesa da presidência para atrapalhar a entrega do título de cidadão niteroiense a um representante do religioso. Malafaia não estava no local, por motivos de saúde.

O grupo acusava o pastor de incitar a homofobia. Entre os manifestantes, estavam integrantes do movimento LGBT da cidade e pessoas que ocuparam o prédio da Câmara em agosto de 2013. Por causa da confusão, policiais do 12º BPM (Niterói) foram chamados para garantir a realização da sessão, que aconteceu na Presidência da Câmara. Autor da solicitação de concessão do título a Malafaia, Pastor Ronaldo (PROS) era o único vereador presente.

Segundo o parlamentar, a ausência Malafaia se deu por motivos de saúde. Ele foi representado por um de seus assessores, o candidato à deputado federal Sóstenes Cavalcante. No momento da entrega do título ao representante de Malafaia, os manifestantes, que estavam vestidos com roupas femininas, se beijaram como forma de protesto.

EVENTO CONVOCADO PELAS REDES SOCIAIS

Autor da iniciativa, o Pastor Ronaldo se mostrou indignado com a manifestação. Ele disse que os religiosos foram agredidos:

— Tentaram nos impedir de permanecer no plenário. Cuspiram no rosto de uma pastora. Agrediram nossos convidados verbalmente — narrou. — Na verdade, os intolerantes são eles (manifestantes). Eles podem se manifestar do jeito que quiserem. Embora sejamos contra a prática homossexual, lesbianismo, casamento gay, nós respeitamos essas pessoas.

A manifestação foi convocada através das redes sociais. Na página do protesto, os manifestantes afirmavam que a concessão do título ao pastor era um "desprazer" e convocavam outras pessoas a "aloprar contra o homofóbico". Ainda assim, a mensagem dizia que a tolerância religiosa é defendida.

O pastor Malafaia tem sido um crítico das políticas voltadas para a comunidade LGBT. O pastor já chegou a dizer, em entrevista à revista Época, em novembro de 2011, que iria “arrebentar” e “fornicar”o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis (ALGBT), Toni Reis.

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