Hotéis inovam com check-in online e chave do quarto no celular

04/11/2014 11:35

Redes querem fazer como empresas aéreas e reduzir filas na recepção.
Apps permitem pedir serviço de quarto ou reservar horário no spa.

Associated Press

As filas nas recepções dos hotéis para fazer check-in podem estar perto do fim. Grandes redes hoteleiras internacionais estão criando formas de agilizar a chegada dos hóspedes, permitindo que eles se encaminhem direto para o quarto reservado, usando seu smartphone para destrancar as portas.

Recepção de hotel em Nova York; hóspedes podem fazer o check-in online e pegar a chave sem fila (Foto: Kathy Willens/AP)Recepção de hotel em Nova York; hóspedes podem fazer o check-in online e pegar a chave sem fila (Foto: Kathy Willens/AP)

Os hotéis vislumbram algo parecido com o que acontece com as companhias aéreas, que permitem que os viajantes usem seus celulares para fazer check-in, selecionar assentos e como um cartão de embarque. A ideia é que o hóspede possa usar aplicativos não só para fazer reservas e check-in, mas também para pedir um drinque na beira da piscina, por exemplo.

Nesta segunda-feira (3), o Starwood se tornou o primeiro grupo hoteleiro a permitir que os hóspedes abram as portas dos quartos com seus telefones. O recurso está disponível para 10 hotéis da rede, mas deve se expandir para as mais de 140 propriedades da marca até o meio do próximo ano.

O Hilton é outro grupo internacional a tornar público seu plano de transferir as chaves dos quartos para o celular dos hóspedes. A novidade deve ser implantada no fim de 2015 em algumas propriedades.

“Os hóspedes gostam porque torna suas vidas mais simples”, afirma Mark Vondrasek, que cuida das iniciativas digitais do Starwood. “A capacidade de ir direto para o seu quarto faz com que ganhem tempo.”

A rede Marriott também está se mexendo para tornar a entrada nos hotéis mais ágil. Desde o ano passado, hóspedes de 330 hotéis do grupo na América do Norte podem fazer check-in por um aplicativo. No fim deste ano, o programa deve ser levado a todos os 4 mil hotéis do grupo no mundo.

Funciona assim: quando um quarto fica disponível, uma mensagem é enviada para o celular do hóspede. As chaves tradicionais já ficam pré-programadas e esperando na recepção, e a pessoa pega uma fila separada, expressa, na qual só precisa entregar a identidade para pegá-la.

No Hilton, até o fim do ano todas as 4 mil propriedades do grupo terão um check-in similar. Os hóspedes poderão até escolher um quarto específico usando mapas disponíveis no aplicativo. O InterContinental é outra rede que está testando o check-in expresso de seus 60 hotéis.

Empregos

Os serviços são direcionados para aqueles viajantes que não querem perder tempo. Mas os hóspedes que preferem a velha interação pessoal poderão optar por um check-in mais tradicional, e as empresas afirmam que a ideia não é cortar empregos.

“Depois de um longo dia, você pode querer uma experiência com menos conversa. Mas se você está chegando cedo a um resort para passar férias, pode querer o check-in tradicional e já perguntar as horas de funcionamento da piscina”, afirma Brett Cowell, vice-presidente de tecnologia da informação do Hyatt, que está testando chaves permanentes para hóspedes fiéis em seis de seus hotéis.

A ideia das inovações tecnológicas nos hotéis não é apenas evitar as filas no check-in. A intenção é que os hóspedes possam também, por exemplo, pedir serviço de despertador, upgrades de suítes, tratamentos de spa e serviço de quarto pelos seus celulares e tablets.

Dificuldades

Não é fácil para os estabelecimentos mudar todo o sistema para as chaves no celular. O aplicativo do Starwood, por exemplo, se comunica usando dados de conexão Bluetooth. Cada quarto precisa ter uma nova fechadura que possa se comunicar com os celulares.

Há ainda a questão da segurança. Se alguém bate na porta tarde da noite, ninguém quer que o celular no bolso do hóspede destranque a porta acidentalmente. É por isso que o Starwood requer que o telefone encoste em uma parte da fechadura para abrir a porta.

Além disso, apenas um telefone pode ser ligado a cada quarto por vez. Se duas pessoas estão hospedadas juntas, ainda precisam da chave tradicional para o segundo viajante.

Para quem viaja muito a trabalho, esses detalhes podem fazer a diferença. O americano Bruce Craven, que está testando a chave de smartphone do Starwood, é um dos casos. Ele passa cerca de cem noites por ano na estrada, viajando entre a Califórnia e Nova York “Se você viaja o tempo todo, coisas pequenas podem ter uma importância simbólica”, diz Craven. “É menos uma coisa com a qual se preocupar.”

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