Museu Nacional fecha as portas por falta de funcionários

13/01/2015 10:47

Prestes a completar 200 anos, maior museu de história natural e antropológica da América Latina suspendeu as visitas do público. UFRJ, que administra o museu, não paga as empresas responsáveis por serviços de segurança e limpeza há três meses.

Carolina Carvalho | CBN

Prestes a completar 200 anos, o Museu Nacional, maior museu de história natural e antropológica da América Latina, fechou as portas ao público por tempo indeterminado nesta segunda-feira. O motivo é a falta de funcionários das equipes de segurança e limpeza. A Universidade Federal do Rio de Janeiro, que administra a instituição, não paga as empresas responsáveis há três meses. Mesmo assim, os funcionários receberam os salários de outubro e novembro. No entanto, o de dezembro não foi depositado e o vale-alimentação e o vale-transporte não foram pagos. Jaçanã Nogueira, que trabalha na equipe de limpeza do museu há mais de vinte anos, disse que o pagamento costuma atrasar, mas essa é a primeira vez que a instituição precisa tomar uma medida drástica. 

Museu Nacional suspendeu funcionamento por tempo indeterminado (Crédito: Carolina Carvalho / CBN)

Museu Nacional suspendeu funcionamento por tempo indeterminado (Crédito: Carolina Carvalho / CBN)

Segundo a diretora do Museu Nacional, Claudia Rodrigues Carvalho, no período de férias, a exposição chega a receber cinco mil pessoas por dia nos fins de semana e mil pessoas por dia de segunda a sexta. Com o ingresso a seis reais, o museu arrecada pelo menos trinta mil por semana nesta época. Para ela, o prejuízo financeiro da suspensão das visitas é grave, mas a pior perda é para o patrimônio cultural da cidade.

O técnico em manutenção João Miranda veio de Natal, no Rio Grande do Norte, para visitar o Rio. Ele ficou frustrado ao se deparar com o aviso na porta do museu, nesta segunda-feira. 

- É uma decepção a gente vir de fora do Rio para visitar alguns pontos turísticos, chegar aqui e estar fechado. 

A equipe do Museu Nacional discute soluções para o problema e tenta uma reunião com a reitoria da UFRJ. Procurada, a universidade ainda não se pronunciou.

Manifeste sua opinião

Nenhum comentário encontrado.

Novo comentário