Nível de reservatórios do RJ cai a 3%, mas Cedae nega risco de falta d'água

12/12/2014 10:40

Volume útil médio de água do Rio Paraíba do Sul em 2013 era de 48,2%.
Cedae diz que volume morto poderia ser utilizado em caso de emergência.

Do G1 Rio

O volume útil médio dos reservatórios do Rio Paraíba do Sul no Rio de Janeiro caiu para 3% nesta terça-feira (9), de acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA). O nível é considerado muito baixo por técnicos da companhia e caiu mais da metade em um mês (era de 6,8%). A Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae), no entanto, garante que o abastecimento não será prejudicado em nenhum município do estado.

 

Segundo a companhia, mesmo que o volume útil de água se esgote, ainda existe a possibilidade de o volume morto – parte dos reservatórios concentrada abaixo da tomada d’água de hidrelétricas – ser utilizado.

Se comparado com anos anteriores, os dados da ANA são ainda mais significativos. Em outubro de 2013, o volume médio era de 48,2%. O nível chegou a 80,8% em 2009.

Transposição Paraíba do Sul

Em meio à crise da falta d'água, os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB); do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB); e de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho (PP), fecharam um acordo no dia 27 no Supremo Tribunal Federal (STF) para dar início a obras de infraestrutura a fim de reduzir os efeitos da seca.

Pelo acordo, mediado pelo ministro do STF Luiz Fux, os três estados devem apresentar até 28 de fevereiro propostas para o enfrentamento da crise de falta d'água. Uma dessas propostas é a transposição do rio Paraíba do Sul, cuja bacia abrange áreas dos três estados..

A transposição é um projeto do governo paulista que pretende desviar água do rio para abastecer o Sistema Cantareira, que enfrenta uma crise hídrica por conta da estiagem no Sudeste. O Rio de Janeiro era inicialmente contrario à obra porque a bacia do Paraíba do Sul abastece diversos municípios do estado, incluindo a região metropolitana da capital fluminense.

Os governadores e representantes dos órgãos responsáveis pelos estudos técnicos ambientais se comprometeram, no acordo assinado após a audiência, a não realizar obras sem o consentimento de todas as partes envolvidas. Os governadores se comprometeram a respeitar, nas obras, estudos de impacto ambiental e realizar ações de compensação ambiental.

Na época, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, afirmou que "ninguém quer prejudicar" nenhum ente federativo. "Os três estados chegaram a um consenso e esse prazo é suficiente. É importante a gente ter a solidariedade dos três entes federativos [...] Ninguém quer prejudicar nenhum estado. É ter as garantias para o futuro, e nós temos certeza que desse limão saiu uma grande limonada", brincou Pezão.

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