Palácio do Ingá - Palácio Nilo Peçanha

25/07/2014 17:55

Palácio do Ingá, denominação mais conhecida do Palácio Nilo Peçanha (denominação oficial), outrora sede do governo do Estado do Rio de Janeiro, antes da fusão com o Estado da Guanabara. No edifício está instalado atualmente o Museu de História e Arte do Rio de Janeiro, ou popularmente conhecido como Museu do Ingá.

Rua Presidente Pedreira, 78 - Ingá

palácio do ingáO Palácio do Ingá, denominação da sede do governo, funcionou, em tempos distintos, em dois locais vizinhos no bairro do Ingá. O primeiro numa propriedade do Barão de São Gonçalo, onde atualmente abriga o Colégio Estadual Aurelino Leal, e que foi sede do Governo até a transferência da capital para Petrópolis em 1894. O segundo, quando a capital retornou a Niterói (início do século XX), a sede foi transferiada a uma propriedade adquirida de um rico industrial português. Tal edifício era chamado de Palacete Sande.

O Palacete Sande foi construído por volta de 1860, para servir de residência ao médico José Martin Rocha. O palácio, em estilo neoclássico, foi local de importantes reuniões políticas do Partido Liberal do estado, chefiado na época pelo próprio morador. A casa foi vendida ao Visconde de Sande, em 1896. José Francisco Correia, futuro Conde de Agrolongo, a reformou, adquirindo móveis e objetos decorativos condizentes com sua situação de próspero industrial. O Palacete Sande, como ficou conhecido, foi o palco de recepções que atraíam a elite da sociedade fluminense.

O conde retornou a Portugal e o palacete é comprado pelo Governador eleito, em 1903, Nilo Procópio Peçanha, para servir de sede do Governo fluminense, uma vez que a capital do Estado retornara a Niterói. Reformada, passa a se chamar Palácio do Ingá, nome do antigo palácio.

Décadas depois, esse edifício foi oficialmente nomeado Palácio Nilo Peçanha, em homenagem ao ex-governador do estado Nilo Peçanha.

Permaneceu como sede do Governo estadual até a fusão dos Estados do Rio de Janeiro e Guanabara, quando Niterói deixou de ser capital, posteriormente sendo convertido em museu.

O último governador a morar no palácio fora Raimundo Padilha, que foi, também, último governador do antigo Estado do Rio de Janeiro.

Devido a fusão dos Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, a capital do antigo Estado do Rio de Janeiro foi transferida para a cidade do Rio de Janeiro em 1975, perdendo assim o palácio sua finalidade política.

Em 1977, foi criado através de decreto o Museu Histórico do Estado do Rio de Janeiro, que mais tarde se fundiu ao Museu de Artes e Tradições Populares, passando a ser denominado Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro.

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