Tiroteio gera insegurança e suspende aulas em Charitas

25/09/2014 09:24

Depois de uma troca de tiros na semana passada entre PMs e traficantes do Morro do Preventório, no bairro de Niterói, alunos de Ciep na comunidade não comparecem à escola

Vinícius Rodrigues | O Fluminense

Após as aulas no Ciep 449 Leonel de Moura Brizola, localizado no Morro do Preventório, em Charitas, Zona Sul do Rio, serem interrompidas na última sexta-feira, devido a um tiroteio entre policiais e traficantes, alunos ainda não compareceram esta semana à unidade, mesmo com todos os professores e funcionários à disposição dos alunos, segundo informou a Secretaria Estadual de Educação (Seeduc). 

De acordo com a Seeduc, a suspensão da aula aconteceu devido a “um clima tenso na localidade”. Segundo um dos diretores do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação de Niterói (Sepe), Diogo Oliveira, a suspensão de aulas em dias de confrontos “é normal” em comunidades como Preventório e Caramujo, na Zona Norte, inclusive com toques de recolher impostos por traficantes.

“Pode ter certeza que isso não é difícil de acontecer, porque é uma área de risco”, disse Diogo.

A Seeduc ressaltou que “não houve episódios de violência na entrada do Ciep” e que a direção da unidade escolar tem autonomia para tomar providências no sentido de garantir a integridade física e moral de seus alunos, professores e funcionários.

Como medida de segurança, as redes estaduais contam com a atuação de vigias, que controlam os principais acessos de entrada, identificando as pessoas que desejam transitar no espaço escolar, com o objetivo de garantir a segurança de alunos e funcionários. 

O comandante do 12º BPM (Niterói) foi procurado para falar sobre a segurança no local, mas até o fechamento desta edição, não retornou à ligação.

A direção da unidade solicitou aos pais que levem seus filhos normalmente na escola hoje, a fim de retomarem os estudos. Além disso, a unidade informou que os conteúdos das aulas perdidas serão repostos. 

A Secretaria de Educação não informou o horário da reunião entre os funcionários da escola e os responsáveis dos estudantes marcada para hoje, para tratar do “clima de tensão”.

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