Vacina contra o vírus mers tem resultados promissores em animais

30/07/2015 10:05

Correio do Brasil, com agências internacionais – de Washington/Seul

Uma vacina experimental contra a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers) mostrou sinais promissores em testes em animais, gerando uma resposta do sistema imunológico que pode abrir caminho para uma vacina em pessoas, informaram nesta quarta-feira os pesquisadores.

Atualmente, não há vacina contra o coronavírus, que surgiu pela primeira vez em 2012 e causou vários contágios

Atualmente, não há vacina contra o coronavírus, que surgiu pela primeira vez em 2012 e causou vários contágios, inclusive um surto na Coreia do Sul que infectou aproximadamente 180 pessoas e matou 36. A Organização Mundial da Saúde (OMS) identificou 1.368 casos desde 2012, incluindo 490 mortes, a maioria na Arábia Saudita.

Ratos vacinados produziram anticorpos que neutralizaram a mers, de acordo com um estudo do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos. As vacinas que causaram as maiores respostas em ratos foram depois administradas em macacos. Após tomarem a vacina, os macacos foram expostos a uma versão do vírus e ficaram protegidos de uma grave infeção pulmonar característica da mers.

Os investigadores trabalham agora em versões da vacina que possam ser testadas em humanos.

Coreia do Sul

Na terça-feira, a Coreia do Sul declarou o fim do surto da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers), que matou 36 pessoas no país.

– Após pesar várias circunstâncias, autoridades médicas e o governo julgaram que as pessoas podem agora ficar despreocupadas – disse o primeiro-ministro sul-coreano, Hwang Kyo-ahn, em reunião com funcionários do governo, em Seul.

O último paciente suspeito de ter contraído mers foi liberado da quarentena na segunda-feira, e não houve novos casos relatados por 23 dias.

– Peço à população que elimine todas as preocupações sobre o vírus mers e que retorne às atividades diárias normais, incluindo atividades econômicas, culturais, escolares e de lazer – acrescentou Hwang.

O surto causou prejuízos à economia da Coreia do Sul, com a retração do consumo e um forte impacto sobre o setor do turismo. Milhares de escolas foram fechadas durante o auge do surto, já que os pais mantiveram as crianças em casa.

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