Gérson de Oliveira Nunes

11/01/2016 11:33

Gérson de Oliveira Nunes (Niterói, 11 de janeiro de 1941) é um ex-futebo lista brasileiro que atuava como meia-armador. Jogou em diversos clubes brasileiros de futebol, tendo passagem destacada no Flamengo, no Botafogo, no São Paulo e no Fluminense.

gérsonGérson nasceu em Niterói e O início do gosto pela bola foi nas peladas da praia de Icaraí. Posteriormente, foi convidado a trocar a areia pela quadra de Futebol de Salão.

Aos 16 anos, no ano de 1957, começou a jogar no Canto do Rio, saudoso time da cidade de Niterói que disputou por muitos anos o Campeonato Carioca. Já menino, se destacava pela qualidade que viria ser a sua maior virtude no futebol: a precisão - cirúrgica - dos seus lançamentos. Convidado por Modesto Bria - um paraguaio que foi tricampeão pelo Flamengo e depois virou técnico - foi treinar na Gávea em 1958 e imediatamente ganhou uma vaga no ataque do juvenil.

Em 1959, Gérson já fazia parte do elenco de profissionais, exatamente quando conquistou seu primeiro título na carreira. No rubro-negro, o canhotinha permaneceu até o ano de 1963, quando novamente foi campeão carioca.

No Botafogo, Gérson ganhou a definitiva projeção e o título de bi-campeão carioca nos anos de 1967 e 1968, além da importante Taça Brasil conquistada também em 1968.

Pelo glorioso, Gérson atuou ao lado de grandes jogadores como Garrincha, Jairzinho, Roberto Miranda, Paulo Cesar e o goleiro Manga.

Em 17 de julho de 1969, Gérson foi negociado com o São Paulo assinando um contrato de dois anos. Com quase 30 anos de idade, ajudou o tricolor na conquista do bi-campeonato paulista de 1970/1971.

O canhotinha de ouro deu ao tricolor a estabilidade tão necessária para conseguir superar a ausência de títulos que já durava treze longos anos. Pelo tricolor, Gérson travou duelos inesquecíveis enfrentando os companheiros de seleção Rivellino e Pelé.

Gérson foi símbolo de uma época de renascimento pelos lados do Morumbi, que manteve a tradição tricolor de buscar e acreditar em jogadores veteranos, assim como já tinha acontecido com Sastre e Zizinho.

Em 1972, Gérson voltou ao Rio de Janeiro e realizou o sonho de jogar pelo Fluminense, seu time de coração. No tricolor das laranjeiras foi campeão carioca de 1973 encerrando a carreira no ano de 1974.

Quando jogava, Gérson tinha o apelido de "Papagaio" entre seus companheiros atletas, pois sempre gostou de falar muito.

Chamado de "Canhotinha de Ouro", foi campeão do mundo em 1970.

Era capaz de fazer lançamentos de mais de quarenta metros de distância, colocando com precisão a bola onde quisesse. Era sensacional e incrível sua habilidade de executar lances tão complicados com tamanha facilidade.

Depois de encerrar a carreira, tornou-se comentarista de futebol da Rádio Globo, foi comentarista da Band ao lado, entre outros, do narrador Januário de Oliveira nos anos 90. Também participou do programa Mesa Redonda Rio da Rede CNT, e no programa Os Donos da Bola na Band Rio. Em 2012 deixa a Rádio Globo e foi para a Bradesco Esportes FM ao lado dos amigos Gilson Ricardo e José Carlos Araújo. No fim de 2013, Gérson se transfere para a Transamérica ao lado dos amigos Gilson e José Carlos.Em agosto de 2014,deixa a Band e se transfere para o SBT Rio ao lado de Garotinho, Gilson e Dé, o Aranha. Torcedor do Fluminense, nunca escondeu seu amor pelo clube em seus comentários, temperados com bom humor e um constante sorriso. Coordena uma escola de futebol, participando de diversos projetos esportivos em Niterói, sua cidade natal, onde morou quase toda a sua vida. Agora em 2015 Gérson passa a integrar a equipe de esportes da Super Rádio Tupi ao lado de Garotinho e Gilson.

Gérson também ficou famoso nos anos 70 por protagonizar uma campanha publicitária de cigarros, na qual dizia "Gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também...". Essa frase presumidamente resumiria a suposta malandragem brasileira e acabou caindo na cultura midiática como o símbolo do "jeitinho" desonesto de ser e da corrupção, ficando conhecida como lei de Gérson. Após a associação maliciosa e indevida, ele se lamentou publicamente, em diversas ocasiões, de ter seu nome ligado a esses defeitos associados insistentemente pela cultura midiática ao povo brasileiro, que não combinam com o seu jeito de ser e nem com as suas ideias.