Biblioteca Estadual de Niterói

Biblioteca Estadual de Niterói

Biblioteca Estadual de Niterói (BEN), também conhecida como "Biblioteca Pública Estadual Ministro Geraldo Bezerra de Menezes", é uma importante biblioteca pública estadual situada na praça da República, sem número, no Centro de Niterói.

Possui um acervo de mais de 85 mil itens — livros, revistas, jornais, mapas, coleções, enciclopédias, biografias, artigos de jornais e documentos — e já constituiu-se como a principal biblioteca do antigo Estado do Rio de Janeiro. Por isso, conta com importante acervo de obras raras, principalmente concernentes à história e cultura do Estado do Rio de Janeiro, assuntos dos quais se encontram obras e documentos referentes aos séculos XVI, XVII e XVIII, um dos destaques é um livro com anotações feitas pelo próprio Dom Pedro I. Uma sala é dedicada à história fluminense. Recebe cerca de trezentas pessoas diariamente.

Histórico e prédio

Fora inaugurada em 1935, Niterói era então a capital do antigo Estado do Rio. O prédio em que se encontra a biblioteca é considerado um marco na arquitetura da região central de Niterói — ocupando na citada localidade uma área de cerca de 1.500 m². Em estilo neoclássico, foi projetada pelo arquiteto ítalo-brasileiro Pietro Campofiorito. Integra o conjunto cívico da Praça da República (Niterói).

Mandada construir pelo governo do Estado do Rio de Janeiro, em 1932, dois anos depois da Revolução de 1930, pelo interventor almirante Ari Parreiras, a fim de ser inaugurado nas comemorações do centenário da elevação de Niterói a condição de cidade e capital do Rio de Janeiro, decorrência do Ato Adicional de 1834. O projeto da biblioteca constava no escopo da proposta original para construção do centro cívico da Praça da República, projetado pelo arquiteto francês radicado no Brasil, Emile Depuy Tessain, a pedido do então Governador Oliveira Botelho e do prefeito de Niterói Feliciano Sodré, para abrigar a uma biblioteca universitária e o arquivo público do Estado. O edifício faria par, no conjunto de edificações do centro cívico, com o edifício da Escola Central, o atual colégio estadual Liceu Nilo Peçanha, como espaços de educação, cultura e conhecimento. Porém, a falta de recursos públicos, a instabilidade política por que sucessivamente passou o Estado do Rio de Janeiro ao longo da década de 1920 e a própria Revolução de 1930 interrompeu o início de sua construção, tal como do Palácio do Governador (nunca construído). Sua construção simbolizava a estabilização política no Estado. Com sua inauguração, tornou-se o último prédio edificado no conjunto da Praça da República de Niterói. O arquiteto Pietro Campofiorito foi chamado, e desenvolveu novo projeto, totalmente original.

O edifício foi tombado como patrimônio cultural do Estado à data de 1983 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural, o Inepac.

A biblioteca já abrigou o Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro.

Em 2011 o edifício foi restaurado. Foram realizadas intervenções na escada, na clarabóia, na lanchonete, nos banheiros, na sala de exposições e no auditório. Enquanto isso, passaram por recuperação o telhado, fachada e piso e recuperação das redes hidráulica e elétrica e . Na área externa, a biblioteca contará com novas calçadas e melhorias na arborização e paisagismo. Retornou as formas originais e ganhou um novo conceito,centro cultural de acesso ao conhecimento e à informação, ao lazer e entretenimento.

A biblioteca pertence a Secretaria Estadual de Cultura e conta com videoteca, salas de leitura, salão de conferências, computadores para consultas online e acesso a internet, brinquedoteca. A BPN conta com um acervo de cerca de 60 mil itens, incluindo livros, jornais, revistas, enciclopédias, biografias, DVDs, músicas digitalizada, livros e equipamentos em Braile. Há uma sala inteira dedicada à história fluminense, onde podem ser encontrados documentos do século XVI, XVII e XVIII. Entre eles, um livro com anotações feitas de próprio punho por Dom Pedro I.

A biblioteca ganhou novo mobiliário, espaço infantil e salas apropriadas para exposições, exibições individuais de filmes, saraus de poesia, peças teatrais, shows de música e leituras dramatizadas. Além de todas as novidades, ainda abriga uma importante fonte histórica: a sede da Academia Fluminense de Letras.

Em 2006, a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, por unanimidade de votos, aprovou-se o projeto de lei 1.171/2003, de autoria da ex-deputada Aparecida Panisset, atual prefeita de São Gonçalo; a 11 de julho, a data de nascimento de Geraldo Montedônio Bezerra de Menezes, a governadora Rosinha Garotinho, assinou o decreto 39.542/2006, publicado no Diário Oficial do dia seguinte, através do qual “Fica denominada Biblioteca Estadual Ministro Geraldo Montedônio Bezerra de Menezes a Biblioteca do Estado situada no Município de Niterói”.