Liceu Nilo Peçanha

Liceu Nilo Peçanha

Liceu Nilo Peçanha é uma instituição pública de ensino secundário, situada em Niterói e pertencente à rede estadual de educação do Rio de Janeiro. Em sua história, o estabelecimento foi extinto e reinaugurado algumas vezes, trocando nomes, fundindo-se e desmembrando-se da Escola Normal de Niterói, até obter a conformação atual.

História

A primeira Constituição do país previa em seus capítulos como se daria a graduação e distribuição racional do ensino em todo o território brasileiro. Dom Pedro I ambicionava a construção de uma rede nacional de ensino, coordenada pelo poder central. Entretanto, após sua abdicação, em 1834, com a predominância do período regencial, decide-se descentralizá-lo, cabendo às províncias (hoje estados) esta tarefa em relação ao ensino secundário, criando e mantendo estabelecimentos conhecidos na época como liceus.

Em 13 de abril de 1839 é fundado o primeiro estabelecimento em Angra dos Reis. Há controvérsias se o estabelecimento de Niterói teria sido o segundo ou o terceiro - o de Campos dos Goytacazes foi fundado em 11 de abril de 1847, na ocasião da primeira viagem de D. Pedro II àquela cidade. Porém este logo foi suprimido (1880) e recriado somente em 1884.

O Liceu Provincial de Niterói foi criado por autorização do então presidente da Província do Rio de Janeiro Visconde de Sepetiba em 12 de setembro de 1847 como resultado da fusão da Escola Normal, a primeira de ensino público nesta categoria a ser criada nas Américas (1835), com o Liceu de Artes Mecânicas e a Escola de Arquitetos Medidores, sendo que os dois últimos só existiam no papel.

Seu prédio, situado na avenida Amaral Peixoto, foi construído em 1918 e faz parte do conjunto arquitetônico da Praça da República.

Já recebeu outros nomes, como Liceu de Humanidades de Niterói e Liceu Popular de Niterói. A atual denominação foi definida em 1931, quando foi reinaugurado com o nome do ex-presidente da república, Nilo Procópio Peçanha, que também governadou o estado do Rio de Janeiro duas vezes. Durante os três quartos do século 20 foi considerado o melhor colégio público do estado, tendo uma qualidade de ensino comparável ao Colégio Pedro II, na cidade vizinha.

Mesmo que o atual sistema de ensino brasileiro tenha uniformizado os métodos de ensino, o colégio ainda mantém sua banda marcial, criada em 1962, sendo uma das mais antigas ainda em atuação, e um grupo de teatro, o Grupo de Teatro do Liceu (GTL), criado em 1970, pela professora de história Maria Lina Rabello.

Ilustres que passaram pela instituição de ensino

 

  • Abelardo Figueiredo - ex-aluno (diretor artístico e empresário);
  • Albertinho Fortuna - ex-aluno (cantor);
  • Almeida Cousin - ex-professor de Literatura (autor de Odes de Anacreonte)
  • André Grabois - ex-aluno (dissidente político da década de 1960 desaparecido);
  • Baby do Brasil - ex-aluna (cantora);
  • Carlos Colla - ex-aluno (compositor e produtor musical)
  • Carlos Langoni - ex-aluno (economista, ex-presidente do Banco Central brasileiro);
  • Giovanni Battista Castagneto - ex-professor de desenho (circa 1882);
  • Gonçalves Dias - ex-professor de La tim e ex-secretário (entre 1847 e 1848);
  • José Manuel Valdez y Palacios, ex-professor (escritor peruano);
  • Irineu Marinho - ex-aluno (jornalista e empresário);
  • Isaac Bardavid - ex-aluno (ator e dublador);
  • Levi Carneiro - ex-aluno (advogado, jurista e escritor);
  • Miltinho - ex-aluno (cantor do grupo MPB-4)
  • Roberto Silveira - ex-aluno (ex-governador do Rio de Janeiro)
  • Ronnie Von - ex-aluno (cantor)
  • Rubem César Fernandes - ex-aluno (Antropólogo, Secretário-executivo do ISER e Viva Rio).
  • Serafim da Silva Neto - Professor-catedrático de Língua Portuguesa, tendo prestado concurso de ingresso em 1934 com a tese Divergência e convergência na evolução fonética. Um dos maiores filólogos que o Brasil já teve. Foi um dos sócios-fundadores da Academia Brasileira da Filologia.