Teatro Municipal João Caetano

Teatro Municipal João Caetano

O Teatro João Caetano, ou Teatro Municipal João Caetano, mais conhecido como Teatro Municipal de Niterói, foi construído no século XIX, e passou por inúmeras reformas e melhorias ao longos dos anos, sendo em 1995 reinaugurado após restauração. 

Rua Quinze de Novembro, 35 - Centro

Tel.: (21) 2620.1624

Site do Teatro Municipal de Niterói - https://www.culturaniteroi.com.br/municipal/

O prédio (totalmente restaurado entre 1992 e 1995) passou pela mais completa e rigorosa restauração que se tem notícia na história do patrimônio cultural brasileiro, cujo projeto de recuperação, que coube ao Pintor e Restaurador Cláudio Valério Teixeira, encarou um grande desafio que era respeitar os aspectos históricos (na fachada manteve-se as linhas arquitetônicas neoclássicas da reforma de 1888 e 1889) e ao mesmo tempo dotá-lo de modernidade. 

Fora adotado uma filosofia de restauração, baseadas na manutenção das intervenções de qualidade das reformas anteriores, e eliminar as que não respeitavam seu caráter estilístico. Dessa forma, foram demolidos os anexos incompatíveis com o conjunto. O trabalho de restauração foi premiado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil em 1994.

O Teatro é citado pelos historiadores como o marco do teatro brasileiro. Passou a chamar-se João Caetano em homenagem ao grande ator que, em 1826 ali estreou em um pequeno palco com a sua Companhia Dramática Nacional, e o explorou desde 1842 até sua morte em 1863. Em sua homenagem, em 1900, a Câmara Municipal de Niterói muda o nome do teatro para Teatro Municipal João Caetano.

As pinturas interiores, de autoria de Thomas Driendl, constituem um grande complexo artístico ao lado do atual pano de boca criado para a restauração pelo paisagista e artista Roberto Burle Marx. O prédio foi tombado em 1990 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural.

A Sala Carlos Couto, anexa ao Teatro Municipal e é espaço multimídia mais concorrido da cidade, também abriga a bilheteria informatizada do teatro. Inaugurada em 1993, com nome em homenagem ao jornalista português Carlos K. Couto. Ali acontecem workshops com músicos, noites de autógrafos e exposições de fotografias, gravuras e artes plásticas.

O Salão Nobre fica localizado no 3º andar do Teatro Municipal, sendo um espaço para apresentações de pequeno porte dentro do Teatro Municipal, para platéias pequenas de o máximo 120 pessoas, oferecendo uma programação complementar. As atividades são gratuitas. O Salão é ocupado por palestras, recitais e concertos de câmara. Três telas de autoria de Thomas Driendl compõem o forro do salão, que tem as paredes dotadas de grandes espelhos e decoradas com técnica de pochoir.

  • 1827 – Funcionava no local uma pequena casa de espetáculos administrada pela Sociedade Filodramática da Praia Grande, depois denominada Sociedade Filodramática. 
  • 1833 – Estreia da Companhia Nacional Dramática, da qual fazia parte João Caetano dos Santos. Alguns historiadores garantem que o evento marca o nascimento do teatro brasileiro – até então todas as companhias que representavam no país eram estrangeiras. 
  • 1834 – A casa de espetáculos, que pertencia a José Francisco Furtado de Mendonça, foi vendida neste ano para Joaquim Antônio Corra, um dos fundadores da Sociedade Filodramática de Niterói. 
  • 1842 – O ator, diretor e empresário João Caetano adquire o tetaro a título de concessão e o transforma em Teatro Santa Tereza, homenageando a futura imperatriz que ainda não havia chegado ao Brasil. Promoveu algumas reformas e , três meses depois, em 25 de dezembro, inaugurou-se com a comédia “As Memórias do Diabo”. 
  • 1843 – Em junho é realizada a segunda reforma sob o comando do engenheiro Carlos Carçon Riviére. Deram mais importância à fachada e cresceu nas varandas laterais. O imperador ganha um camarote de honra. 
  • 1863 – Morre João Caetano. A viúva não quis prosseguir com o encargo de manter a concessão do teatro. 
  • 1875 – Depois da morte de João Caetano, o teatro ficou abandonado. Algumas tentativas de conservação foram pensadas, até que o maestro italiano Felice Tati, radicado em Niterói, se interessou pela tarefa. 
  • 1878 – Começam as obras, segundo projeto do engenheiro Ernesto Barrador. Os recursos não foram suficientes para a conclusão dos trabalhos. Levantaram empréstimos junto ao Governo e à iniciativa privada.
  • 1884 – Em agosto, o tetaro foi reinaugurado com a presença do imperador e da imperatriz. Destaca-se nesta época a execução do pano de boca, com uma passagem da Praia de Icaraí, pintada por Antônio Parreiras. 
  • 1889 – Novas obras apoiadas pelo Deputado Luiz Carlos Fróes da Cruz, pai de Leopoldo Fróes. A reforma durou de fevereiro a julho de 1889, com a inauguração solene na noite de 31 de julho. 
  • 1900 – A Câmara altera a denominação do teatro para Teatro Municipal João Caetano. 
  • 1903 – Outras reformas são realizadas pelo arquiteto Gelice Antônio Miragle auxiliado por Ludovico Berna, o responsávle pelo projeto. 
  • 1904 – Reinauguração do teatro com a apresentação de um busto de João Caetano, escultura de Benevenuto Berna. 
  • 1923 – Pequenas obras de recuperação 
  • 1935 – Reformas para a comemoração da elevação de Niterói à categoria de Vila. 
  • 1950 – Princípio de incêndio após a solenidade de formatura dos alunos da Faculdade de Filosofia. 
  • 1952 – O prefeito Daniel Paz de Almeida promoveu melhoramentos, dentre os quais, a instalação de um palco giratório. 
  • 1960/1965/1973/1976 – Reformas superficiais 
  • 1977 – Reformas profundas em todas as dependências do prédio 
  • 1990 – Tombamento pelo INEPAC 
  • 1991 – Início da restauração pela Prefeitura Municipal de Niterói 
  • 1994 – Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade –IAB-RJ